MEDICAMENTOS

ATENÇÃO!

      Este site tem somente o propósito informativo e não tem a intenção de substituir uma orientação médica. As informações contidas aqui são fornecidas sem garantias de qualquer natureza. O responsável por este site isenta-se de qualquer responsabilidade expressa ou implícita, incluindo a utilização para qualquer fim. A interpretação bem como o uso das informações contidas, devem ser confirmadas em outras fontes e tomadas como corretas apenas quando o médico ou outro especialista estiver certo sobre a forma de utilização, dosagem e indicação do medicamento.

TRATAMENTO DE EPILEPSIAS

      É feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epiléticas.
    Você deve lembrar que os medicamentos para as crises não têm efeito imediato. Portanto, não adianta usar o medicamento só por ocasião das crises ou sem acompanhamento médico.
    O tratamento costuma ser longo e implica em muita força de vontade do paciente, a fim de se chegar ao controle das crises.
     Os medicamentos normalmente necessitam ser ingeridos a cada 8, 12 ou 24 horas, dependendo da medicação prescrita. Tomar os medicamentos na quantidade e na hora indicada pelo médico é um dos passos importantes para obter sucesso no tratamento
    A consulta periódica ao médico permite que a quantidade de medicamentos seja ajustada à necessidade individual, além de possibilitar a identificação de fatores que possam estar contribuindo para o aumento das crises (fatores desencadeantes) e, também, para a verificação dos efeitos colaterais que às vezes aparecem com o uso dos medicamentos. Esses efeitos não costumam interferir nas atividades diárias, mas, caso isso ocorra, é necessário a orientação médica.
     É importante lembrar que a falta de controle das crises epiléticas pode ocorrer porque as pessoas esquecem de tomar os medicamentos, ou suspendem o remédio abruptamente sem orientação médica, ou outras vezes podem estar fazendo a "experiência" de parar o medicamento imaginando-se já curadas. Essas condutas geralmentes levam ao fracasso do tratamento.     Por fim, colocamos aqui algumas regras importantes para o sucesso do tratamento:

  • Consulte seu médico periodicamente.
  • Tome seus remédios nos horários e quantidades prescritas pelo médico.
  • Evite esquecer de tomar os remédios.
  • Não dobre a dose no horário seguinte caso tenha esquecido de tomá-la no horário anterior.
  • Tenha cuidado com o uso de bebidas alcólicas, pois o àlcool pode facilitar a ocorrência de crises.
  • Procure dormir suficientemente e fazer suas refeições em horários regulares.
  • Verifique se existe algum fator que facilite a ocorrência  de suas crises. Anote e conte ao seu médico.
  • Anote suas dúvidas a respeito das epilepsias e seu tratamento, e converse com seu médico ou com a equipe que o acompanha.
  • Caso apresente qualquer queixa que julgue estar relacionada com o uso dos medicamentos, converse com seu médico.

ALGUNS EFEITOS ADVERSOS DAS DROGAS EPILÉTICAS

  • Todos os medicamentos (não só os utilizados em epilepsias) podem causar efeitos colaterais. Esses efeitos costumam ser leves e desaparecem em seguida.
  • Os medicamentos anticonvulsivantes bloqueiam a ação das vitaminas.
  • Verifique se o que você está sentindo realmente pode ser devido ao uso da medicação, ou se há outro evento que justifique seus sintomas. Procure seu médico se esses efeitos persistirem, para que se estabeleça a relação de causalidade entre o surgimento do sintoma e o uso da medicação.
  • Não suspenda ou altere a dose do medicamento sem conversar com seu médico.
  • Pode ocorrer interferência da ação dos medicamentos entre si, antiepiléticos ou não. O uso de qualquer medicamento deve ser feito apenas com orientação médica.
  • Lembre-se nem tudo o que você sente de estranho é efeito adverso dos medicamentos.

DROGAS EPILÉTICAS PARA O TRATAMENTO DA SÍNDROME DE WEST

E SEUS EFEITOS ADVERSOS.


VIGABATRINA
SABRIL®

      A Vigabatrina é eficaz para crises parciais simples e complexas em adultos e crianças, com ou sem generalização secundária 49%. Seu efeito é, entretanto, maior nas crises parciais do que na generalização secundária. Sua eficácia para estes tipos de epilepsia foi demonstra tanto como droga adicional 49% como em monoterapia 50%, 51% em adultos e crianças em estudos com longo seguimento 52%. Na maior parte dos ensaios, Vigabatrina foi comparada a placebo 53% ou à Carbamazepina. Em alguns ensaios, a Vigabatrina foi melhor tolerada em virtude da sedação causada pela Carbamazepina. O controle das crises por ambas as drogas não apresentou diferenças significativas na maior parte dos trabalhos.
      Em um ensaio clínico, o número de pacientes livres de crise foi de 58% para Carbamazepina contra 38% para Vigabatrina 51%. As evidências de eficácia favorecem a Carbamazepina, não podendo a Vigabatrina, portanto, ser indicada como droga de primeira linha em monoterapia. Estudos com monoterapia em crianças também demonstram que a eficácia da Vigabatrina e Carbamazepina é similar ou favorece a Carbamazepina 54%. Em um estudo randomizado duplo cego 55%, Vigabatrina foi comparada à Gabapentina como droga adicional para controle de epilepsia parcial refratária: a diferença de pacientes livres de crises foi inexpressiva e três pacientes tratados com Vigabatrina tiveram perturbações de campos visuais.
     A Vigabatrina é eficaz para tratamento da Síndrome de West (espasmos infantis), tanto idiopática como criptogênica (etiológias não diagnosticadas ou facilmente reconhecidas), associado à esclerose tuberosa. Nesta situação, chegou a ser considerada como primeira escolha 56%, 57% entretanto, devido a estudos posteriores terem demonstrado uma relação com retração dos campos visuais, passou a ser uma opção terapêutica, e não mais primeira linha. Foi indicada, também, como droga adicional de primeira escolha após recidiva (reincidência) em pacientes tratados com ACTH 58%.
     
Reações adversas:
Hematológicos: diminuição das células vermelhas do sangue; Gastrointestinais: constipação, secura na boca, náuseas, vômitos, dor de estômago; Sistema Nervoso Central: tontura, dor de cabeça, depressão, confusão, nervosismo, dificuldade de concentração, sonolência, cansaço; Diversos: ganho de peso, crescimento da gengivas, visão dupla, reações alérgicas de pele.

      Vigabatrina é um inibidor irreversível da enzima GABA transaminase; exerce sua ação antiepiléptica pelo aumento da disponibilidade do GABA nas sinapses do Sistema Nervoso Central 48.
     
VIDE BULA: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

LAMOTRIGINA
LAMICTAL®

      Indicações Terapêuticas: Adultos e crianças a partir de doze anos: Lamictal® é uma droga antiepilética indicada como adjuvante ou em monoterapia para o tratamento de crises convulsivas parciais e crises generalizadas, incluindo crises tônico-crônicas. Não se recomenda o tratamento inicial em esquema de monoterapia, em paciente pediátricos com diagnóstico recente. Após o controle epilético ter sido alcançado, durante terapia combinada, drogas antiepiléticas (DAEs) concomitantes geralmente podem ser retiradas, substituindo-as pela monoterapia com o Lamictal® .      
Reações adversas:
Distúbios da pele e tecidos subcutâneos. Existem relatos de reações adversas dermatológicas que geralmente têm ocorri nas primeiras oitos semanas após o início do tratamento.
     Precauções: A administração de Lamictal® não deve ser administrado a pacientes que estejam sendo tratados com outra formulações contendo lamotrigina sem recomendação médica. É contra-indicado em indivíduos com conhecida hipersensibilidade à lamotrigina ou a qualquer outro componente da formulação.
     
VIDE BULA: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

ÁCIDO VALPRÓICO
DEPAKENE® - (ABBOTT)      /      VALPAKINE® - (SANOFI)

      Reações adversas: Hepatotoxicidade grave ou fatal (risco maior em crianças que recebem outros anticonvulsivos simultaneamente), alterações intestinais, diarréia, tremores, náuseas, vômitos, erupções cutâneas, hemorragias ou hematomas por trombocitopenia ou inibição da agregação plaquetária, sonolência.
     Precauções: A administração de Ácido Valpróico requer cuidados, especialmente nas crianças (maior risco de desenvolver hepatotoxicidade grave), na presença de discrasias sangüíneas, doença cerebral orgânica, doença hepática e disfunção renal. Deve ser empregado com cautela nos casos que requerem qualquer tipo de cirurgia, tratamento dental ou de emergência, devido ao possível prolongamento do tempo de sangria.
     
VIDE BULA: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

NITRAZEPAM
NITRAZEPOL®

     O nitrazepam é um derivado benzodiazepínico capaz de induzir um sono semelhante ao fisiológico, que dura de 6 a 8 horas. O despertar é suave, diferindo do sono produzido pelos barbitúricos e por outros hipnóticos. O nitrazepam é completamente absorvido após administração oral. Liga-se fortemente às proteínas plasmáticas. É metabolizado no fígado principalmente por nitro-redução e acetilação. Sua principal via de eliminação é a urinária. Atravessa a barreira placentária e pode ser detectado no leite materno.
      Reações adversas: boca seca, descoordenação motora, esquecimentos, dor de cabeça, zumbidos.
     
VIDE BULA: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

SONEBON®

     O Sonebon é um hipnótico (medicação usada para induzir ao sono) do grupo dos benzodiazepínicos.
     Principais efeitos Como todo benzodiazepínico possui o efeito de sedação, o motivo pelo qual se usa e classifica o Sonebon como um hipnótico é seu tempo de ação. Os hipnóticos devem possuir as seguintes características: rápido início de ação para que o usuário durma logo depois de tomá-lo, e rápido tempo de elimição para que o usuário não fique sonolente depois da hora de acordar.
     Como é usado: O uso da medicação para ajudar a dormir é o modo mais fácil de regularizar o sono basta tomar um comprimido antes de dormir. Muitas vezes é necessário mudar alguns hábitos como não dormir durante o dia, não tomar mais do que 5 xícaras de café por dia e nenhum café depois das 16:00h, evitar atividades físicas antes de dormir bem como filmes excitantes. As medicações com possível efeito estimulante devem ser tomadas o mais cedo possível. Antes que tudo isso seja feito é necessário verificar as causas da insônia. É comum um paciente ter como principal queixa a insônia, mas na verdade estar deprimido por exemplo. Nesses casos um remédio para dormir não vai resolver, tem que ser feito o tratamento para a depressão, na medida em que os sintomas depressivos cedem (e a insônia é um deles) o sono se regulariza.
     Considerações: Caso dois comprimidos não estejam fazendo efeito significa que está na hora de mudar de medicação. As substâncias que deprimem o cérebro como anti-histamínicos, álcool, barbitúricos potencializam o efeito do Sonebon. Sob nenhuma circunstância o Sonebon pode ser usado durante o primeiro trimestre de gestação. Pessoas e crianças que apresentem parada respiratória temporária durante a noite não podem tomar essa medicação.
      Reações adversas:Algumas pessoas apresentam alteração do paladar enquanto tomam essa medicação. Outros efeitos colaterais que podem perturbar são: boca seca, descoordenação motora, esquecimentos, dor de cabeça, zumbidos.
     
VIDE BULA: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

VITAMINAS

PIRIDOXINA
(VITAMINA B6 )

      A deficiência grave de vitamina B6 provoca diversos sintomas: dermatite seborreica, anemia hipocrômica, várias formas de neurite periférica e convulsões de origem cerebral com alterações do EEG.
     Durante a gravidez e o período de lactação, quando se tomam preparados anticoncepcionais e quando se recebe uma terapeutica com antagonistas da vitamina B6 (isoniazida, penicilamina), verifica-se um aumento das necessidades deste tipo de vitamina.
     Para tratamento dos sintomas gerados por uma deficiência de vitamina B6 e do aumento das necessidades, costuma ser suficiente a administração diária de 20-450 mg de vitamina B6 por via oral.
     Vide Bula: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

BIOTINA
(VITAMINA B8 )

      A biotina desempenha um papel fundamental na manutenção da integridade da pele. Na medida em que se tratam de formas localizadas ou generalizadas, como as dermatites seborreicas e, em espceial, a dermatite seborreica do lactante, constituem a indicação habitual da biotina. Atualmente, tende-se cada vez mais a propor o emprego da biotina no adulto para o tratamento da acne e de todas as alopecias, com ou sem seborreia. Obtiveram-se resultados particularmente interessantes com a associaação da biotina ao ácido pantoténico por via sistémica.
     Vide Bula: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

TIAMINA
(VITAMINA B1 )

      Importante para o bom funcionamento do sistema nervoso dos músculos e do coração. auxilia as células na produção de combustível para que o corpo possa viver. Melhora a atitude mental e o raciocínio. Sua falta provoca: insônia, nervosismo, irritação, fadiga, depressão, perda de apetite e energia, dores no abdômem e no peito, sensação de agulhadas e queimação nos pés, perda do tato e da memória, problemas de cocentração. Inimigos da vitamina B1: álcool, café e cigarro, antiácido, barbitúricos, diurético, excesso de doces e açúcar.
     Vide Bula: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

ÁCIDO ASCÓRBICO
(VITAMINA C )

      A vitamina C tornou-se em virtudo do seu papel como antioxidante, com potencial de oferecer proteção contra algumas doenças e contra os aspectos degeneratividade do envelhecimento. Mas nem tudo são boas notícias. O excesso de vitamina C pode causar efeitos colaterais, como náuseas e diarréia.
     Vide Bula: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

L - CARNITINA

      A carnitina é um complexo proteico presente em todas as mitocôndrias do corpo. É armazenada nos músculos esqueléticos onde ela é necessária para transformar os ácidos graxos em energia para atividades musculares. A principal fonte de carnitina é a alimentação, sendo mais abundantes em alimentos de origem animal, tais como carne e produtos derivados do leite.
     Vide Bula: Para informações ao paciente, indicações, contra-indicações e precauções. Sempre com o conhecimento do seu médico.

MEDICAÇÕES
EFEITOS ADVERSOS
Trileptal, Auram (Oxicarbazepina) sonolência, tonturas.

Gardenal (Fenobarbital) sonolência.

Depakene, Valpakine (Valproto) náuseas, vômitos, aumento de peso.

Tegretol (Carbamazepina) tonturas, sonolência, mal-estar gástrico.

Lamictal (Lamotrigina) tonturas, problemas de pele.

Sabril (Vigabatrina) agitação, irritabilidade.

Topomax (Topiranomato) sonolência, adormecimento das extremidades.

Frisium, Rivotril (Benzodiazepinas) sonolência, aumento da secreção brônquica.

Frisium, Rivotril (Benzodiazepinas)sonolência, aumento da secreção brônquica.

Hidantal (Fenitoína) aumento das gengivas, crescimento de pelos.



TRATAMENTO COM A ADRENOCORTICOTROFINA - ACTH

      Os espasmos infantis são geralmente resistentes às drogas antiepilépticas, mas há relatos de controle em casos criptogênicos (etiologias que não são diagnosticadas ou facilmente reconhecidas) quando o tratamento tem início precoce (antes de 4 semanas do início dos espasmos), e é feito com adrenocorticotrofina (ACTH). Nos casos sintomáticos (revela a natureza de uma moléstia), ou nos que não responderam ao uso do ACTH, o tratamento instituído é o mesmo utilizado para as demais formas de epilepsias graves.
      O valproato é uma opção de tratamento. Os benzodiazepínicos também podem ter ação eficaz nas epilepsias graves. O nitrazepam é o mais indicado na Síndrome de West, podendo-se utilizar também o clonazepam. O clobazam é usado geralmente como coadjuvante na terapêutica medicamentosa. Efeitos colaterais são freqüetemente registrados com o uso de benzodiazepínicos, incluindo-se sonolência e ataxia. Porém, o efeito mais limitante é a hipersecreção brônquica, ocasionando infecções pulmonares de repetição.
      O tratamento da Síndrome de West é classicamente realizado com ACTH ou prednisona. Novas drogas antiepilépticas, tais como vigabatrina, topiramato, e zonisamida também têm sido relatadas como eficazes no controle das crises. Terapêuticas altemativas, como vitamina B6 em altas doses e tirotrofina (TRH), também parecem ser efetivas em alguns casos. O tratamento cirúrgico é reservado para casos selecionados.
      A literatura demonstra a existência de diferenças mercantes em muito dos aspectos do tratamento da ´Síndrome de West. A prinicipal delas é o uso de ACTH, natural ou sintético, em alta ou baixa dosagem, versus prednisona. Nos Estados Unidos, onde a preferência é o ACTH natural, estudos relatam controle de crises em 85% a 90% dos pacientes. Os cuidados recomendados incluem monitorização da pressão arterial duas vezes na semana, coleta de glicosúria em todas as amostras laboratoriais, coleta de eletrólitos e glicemia no início e no final do tratamento. No Japão, utiliza-se o ACTH sintético em baixa dosagem. Os resultados evidenciam até 76% de remissão das crises .
      Existem estudos que comparam a utilização de ACTH com a utilização de prednisona (2mg/kg/dia). Baram et al. demonstraram a superioridade do uso de ACTH em relação à prednisona, obtendo melhora clínica e eletroencefalográfica com duas semanas de tratamento comparativo. Hrachovy et al., em contrapartida, demonstraram similaridade no controle clínico e eletroencefalográfico da síndrome de West em estudo que comparou a utilização de ACTH e prednisona (2mg/kg/dia).
      A vigabatrina é muito eficaz em pacientes com Síndrome de West secundária à esclerose tuberosa, possibilitando controle de 95% das crises em 4-7 dias. É a droga de escolha nesta situação clínica. Possui a maioria dos efeitos colaterais transitórios e bem tolerados, excetuando-se o risco irreversível de perda do campo-visual em até 40% a 50% dos casos. Para maior segurança, sugere-se a utilização em doses baixas, e por período inferior a 2 a 3 meses. O topiramato, na dose de 2 a 24 mg/kg/dia, resulta em até 75% de redução das crises, e parece ser um fármaco promissor no tratamento desta entidade clínica. A zonisamida, um novo fármaco antiepiléptico, tem sido utilizada, principalmente no Japão, para tratamento da síndrome de West na dosagem de 4 a 8 mg/kg/dia, com bom controle das crises em 20% a 38% dos casos. Pode ser utilizada em monoterapia ou como droga de adição, sendo indicada especialmente nos casos criptogênicos e de início recente.
      A vitamina B6, em altas doses também é proposta como monoterapia inicial para síndrome de West. O fosfato de piridoxina pode ser utilizado na dose de 30 a 400 mg/dia, e o hidrocloreto de piridoxina, na dose de 200 a 400 mg/dia, com controle de crises em 10% a 30% dos casos. Sintomas gastrointestinais reversíveis com a suspensão da medicação ocorrem em 40% a 70% dos casos. O hormônio liberador de tireotrofina (TRH) apresenta ação antiepilética baseada no mecanismo do ácido kinurênico, que exerce ação antagonista aos receptores N-methyl-D-aspartato, e tem sido utilizado no Japão em casos de Síndrome de West. Mais recentemente, em casos selecionados, vem sendo proposto modalidades de tratamento cirúrgico para Síndrome de West. Este tratamento é indicado em casos específicos, onde existem lesões corticais focais identificadas previamente pela ressonância nuclear magnética, confirmadas pelo tomografia computadorizada com emissão de pósitrons (PET), e sendo necessária a presença de lateralização concordante pelo vídeo-EEG.
      Perspectivas futuras na abordagem do paciente com Síndrome de West devem contemplar a melhora cognitiva, além dos controles das crises.

Uso de ACTH e prednisona na Síndrome de West

 MODALIDADE DE TRATAMENTO DO ACTH (SOMENTE COM ORIENTAÇÃO MÉDICA)
ACTH
(Estados Unidos)

ACTH
(Japão)

PREDNISONA
MEDICAÇÃO UTILIZADA ACTH naturalACTH sintéticoPrednisona
DOSE INICIAL75 U/m2 IM, 2x/dia,
por 2 semanas
1 ano: 20 U IM 1x/dia por 2 semanas
1 ano: 10 U IM 1x/dia por 2 semanas
2 mg/kg/dia,
em dose única diária, por 2 semanas
RETIRADA GRADUAL3 dias: 30 U/m2 IM pela manhã
3 dias: 15 U/m2 IM pela manhã
3 dias: 10 U/m2 IM pela manhã
6 dias: 10 U/m2 IM em manhãs
alternadas
2 semanas: dose inicial em
dias alternados
2 semanas: dose inicial
duas vezes na semana
2 semanas: dose inicial uma
vez na semana
2 semanas: 1 mg/kg/dia
em dose única diária
1 semana: 1 mg/kg/dia
dose única em dias
alternados

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.



mobilio@westmariana.com
(21) 3087-0904 Residencial.
(35) 3332-5346 SLÇ-MG.
(21) 8508-8261 Celular.